Qual o verdadeiro papel das vacinas?

Durante essa pandemia duas questões tem me assombrado muito. A primeira é a maneira como estamos coletivamente encarando o papel das vacinas e a pandemia em si. A segunda é uma pergunta que tenho feito para mim mesmo dentro desse contexto – qual é o mundo ‘pós-pandemia’ que estamos criando com nossas decisões atuais?

Muito mais graves e urgentes para serem resolvidos são o colapso ecológico e o risco de uma guerra nuclear. Crises que a grande mídia insiste em não abordar com a profundidade e o escopo necessários, porque exigem novas perguntas, uma honestidade e uma humildade coletivas na abordagem que invariavelmente levam à uma conclusão óbvia: o projeto de civilização ocidental baseado no monoteísmo de mercado falhou com a pluralidade de povos, com a Mãe Terra e consigo mesmo ao delinear uma economia em que a viabilidade é realizada com a destruição da própria base de recursos. 

A pandemia inclusive, é só um dos sintomas deste colapso que caso continue seguindo seu curso acelerado, tornará inviável a vida humana no planeta. A pandemia também é um sintoma da praga do neoliberalismo, que traz o colapso socioeconômico do mercado, como explica Noam Chomsky (vídeo em inglês):

Resolvi compartilhar minhas reflexões sobre como encaro o papel das vacinas porque cada vez mais pessoas tem pedido minha opinião e porque um número pequeno de parentes, amigos e colegas ao ouvir minhas opiniões em conversas particulares diz que, apesar de coerentes não devo compartilhá-las em público “para não dar munição para o outro lado.”

Indo diretamente ao ponto, eu sou contra a vacinação obrigatória, sou contra o passaporte sanitário (na lógica atual) e, se conseguir escapar, não quero tomar as vacinas que foram disponibilizadas até agora.

Pronto, agora muitos leitores pseudo-progressistas podem automaticamente me colocar em uma daquelas categorias pejorativas como ‘anti-vacina’ ou ‘negacionista’ para não ter que lidar com os argumentos que trago. O texto segue para aqueles que pediram minha opinião sobre o assunto e para os que ainda conseguem sustentar o diálogo pelo valor dos argumentos e não pela (des)qualificação dos interlocutores.

Mas vale um aviso: não sou sanitarista, médico virologista ou biólogo e, portanto, as informações e opiniões que compartilho aqui não devem ser vistas como recomendações. Acredito que, ao compartilhar minhas decisões pessoais, essas reflexões valham como construção de um pensamento crítico, ecológico e sistêmico.

A vacinação no contexto atual é um direito e não um dever coletivo!

Primeiro vamos aos fatos.

Todas as vacinas liberadas até agora foram liberadas em caráter especial. Isso significa que não passaram pela mesma quantidade de testes e pelo tempo necessário para avaliar as possíveis reações adversas. Para que fossem liberadas em regime de urgência as corporações farmacêuticas exigiram isenção de qualquer responsabilidade legal sobre efeitos colaterais ou mortes que as vacinas possam causar. A omissão ou minimização desse contexto pelas autoridades e mídia, caracteriza má fé e manipulação de informação. 

A obrigatoriedade das vacinas e do passaporte sanitário é bem recebida por grande parte da população por acreditar que as vacinas impedem a transmissão do vírus; o que não é verdade. As vacinas que foram disponibilizadas foram desenvolvidas apenas para atenuar os sintomas da infecção.

A eficácia de 95% divulgada pela grande mídia foi calculada pelas próprias empresas tendo como base o objetivo de atenuar sintomas e não o de prevenir a transmissão da doença. Essa informação também não é propriamente contextualizada pela mídia.

A eficácia das vacinas na atenuação de sintomas só é válida para a primeira cepa do vírus. As vacinas não trazem imunidade contra e nem impedem a transmissão de novas variantes como a Delta, por exemplo.

Os testes feitos até aqui mostram que a vacina impede a replicação do vírus nos pulmões, mas não nas narinas e nasofaringe, vias por onde é mais comumente transmitido.

Uma pesquisa recente conduzida em Israel atesta que “a imunidade natural confere proteção mais forte e por mais tempo contra infecção sintomática e hospitalizações causadas pela variante Delta que as duas doses da vacina da Pfizer”. 

Outras 15 pesquisas feitas em vários outros países também atestam que a imunidade natural é mais eficiente que as vacinas oferecidas. Vale ressaltar que não estou argumentando pela teoria da ‘imunidade de rebanho’. Estou analisando a eficiência das vacinas com base nestes fatos e pesquisas e não me sinto seguro para tomar uma vacina ainda em fase de teste e elaborada para a primeira cepa do vírus, uma vez que a cepa dominante agora já é outra.

No vídeo abaixo, a Dra. Christina Parks, doutora em biologia celular e molecular pela Escola Médica da Universidade de Michigan, explica que “nossas políticas públicas não podem ser construídas baseadas na esperança que temos que algo faça o que queremos que faça, mas no que os dados, de fato, nos informam” (vídeo em inglês).

Na minha opinião, o dever dos governos, das farmacêuticas e da mídia é esclarecer detalhadamente que quem quiser se vacinar está concordando em participar, como cobaia, de um programa de vacinação global ainda em fase de teste e que as vacinas disponibilizadas até agora não são eficientes contra novas variantes.

Outra maneira de contextualizarmos a situação é deixando claro que um programa de vacinação ainda em fase de teste não deve ser transformado em obrigação ou responsabilidade coletiva que socializa os riscos enquanto privatiza bilhões em lucro para corporações que não tem compromisso real com a saúde da população.

Ah, mas os benefícios das vacinas são maiores do que os riscos que elas trazem!

Na verdade, não temos como saber qual é essa relação.

A mídia inculcou pavor na maioria da população que por desespero resolveu apoiar a liberação das vacinas em ‘caráter especial’. Podemos ter uma geração de pessoas inférteis, de bebês com problemas ou uma propensão a desenvolver doenças debilitantes que só se manifestarão em um futuro próximo. Ainda assim, corremos o risco das corporações, governos e mídia esconderem estes fatos caso venham à tona, como é costume nestes setores.

Vejo que, no geral, as pessoas estão muito mais interessadas na vacina como chance de voltar ao ‘normal’ que causou a pandemia do que em adotar hábitos que realmente abordem a raiz do problema. 

A grande maioria dos que foram hospitalizados ou que morreram é composta por pessoas com doenças crônicas diretamente ligadas com um estilo de vida e dietas nocivas para a saúde humana. Para termos uma ideia, 40% das mortes nos Estados Unidos foram entre pessoas com diabetes, 78% dos que foram hospitalizados ou morreram eram obesos e no mundo todo, 88% das mortes estão em países com altas taxas de obesidade.

Não estou culpando essas pessoas, muito menos propondo que, como sociedade, deixemos indivíduos com qualquer tipo de comorbidade à mercê do vírus. Entretanto, se estivermos realmente investidos em diminuir as internações e as mortes em quase 90% da população mundial, deveríamos estar discutindo como as pandemias de diabetes tipo 2 e de obesidade são causadas por essas corporações e como elas precedem e agravam a pandemia do COVID-19. 

Em países pobres ou muito desiguais, como é o caso do Brasil, muitas pessoas passaram de magras famintas para obesas mal nutridas em função da propaganda e lobby do agronegócio e da indústria dos alimentos ultraprocessados. E isso sem que nunca tivéssemos discutido de forma responsável, democrática e transparente que tipo de agricultura e de alimentos queremos. 

Queremos uma agricultura que combate as mudanças climáticas, fornece alimentos nutritivos, saudáveis e sem veneno e que fortalece a economia local? Ou queremos uma agricultura industrial que melhora o PIB causando o colapso ecológico, câncer nas pessoas que produzem e consomem estes alimentos, e que concentra o lucro nas mãos de poucas corporações? 

A primeira agricultura é a familiar agroecológica e ela tem um papel central na cura das doenças crônicas, diabetes e obesidade que agravam a atuação do vírus causando a maioria das mortes.

Se queremos sair fortalecidos dessa pandemia e em melhores condições de enfrentar outras que certamente virão em decorrência do colapso ecológico que provocamos, precisamos lutar pelas soluções que abordam as raízes do problema e não por alternativas questionáveis para continuar propagando o modelo de sociedade que causou esse colapso.

Concordar com esse pacto mal esclarecido proposto pelos governos, pelas corporações farmacêuticas e pela grande mídia implica em abrirmos mão de sabermos quais são os riscos reais que estamos aceitando. Implica em não termos como responsabilizar as farmacêuticas por possíveis sequelas e mortes causadas pelas vacinas e em permitir que os Estados sejam aparelhados para beneficiar as corporações.

O que sabemos sobre as corporações

“Falar sobre a ganância das corporações não faz sentido. As corporações são gananciosas por natureza. Elas não são outra coisa – são instrumentos para interferir com os mercados maximizando o lucro, a riqueza e o controle de mercado. Não podemos torná-las mais ou menos gananciosas, talvez consigamos forçá-las, mas é como dialogar com um Estado totalitário e dizer ‘seja menos brutal’. Talvez você consiga fazer um estado totalitário ser menos brutal, mas esse não é o ponto, o ponto não é fazer uma tirania ser menos brutal, mas se livrar dela” (Noam Chomsky). De fato, o que precisamos é nos livrar das corporações, mas retomo essa proposta na sessão seguinte.

Em 2021 as farmacêuticas fabricantes de vacina contra o covid-19 vão lucrar juntas mais de U$100 BILHÕES de dólares. Se aproveitando da pandemia essas corporações engajam no que a autora e ativista socioambiental Naomi Klein chama de Doutrina do Choque.

Milton Friedman, o economista guru da escola de Chicago onde Paulo Guedes se formou dizia que “só uma crise – real ou percebida – produz uma mudança real”. E que “quando essa crise ocorre, as ações tomadas dependem das ideias que estão por aí.” 

Aprendemos com a Doutrina do Choque que o neoliberalismo sempre usou a desgraça, os desastres naturais, os conflitos e as guerras para fazer com que a população aceitasse reformas que só privilegiam a elite financeira. E quando se trata de assegurar a maximização de seus lucros, o histórico das corporações deixa claro que a saúde das pessoas, o bem comum e da natureza pouco interessam. 

Em 1950, ao enfrentar cada vez mais evidências científicas ligando o tabagismo a doenças graves e ao câncer, as corporações do tabaco criaram o Manual de Estratégias da Indústria do Tabaco. As táticas incluem:

  • Inculcar medo, incerteza e dúvida por meio de estudos delineados para sabotar o consenso científico sobre os efeitos nocivos do tabagismo e caracterizá-los como ciência mal feita;
  • O Astroturfing, a prática de mascarar os patrocinadores de uma mensagem ou organização com o intuito de fazer parecer que ela tenha surgido pelos movimentos populares espontâneos da sociedade. Essa tática visa dar credibilidade a declarações ou organizações sem, no entanto, fornecer informações a respeito da conexão financeira de sua fonte;
  • O Lobismo é a atividade de influência, ostensiva ou velada, utilizada por um grupo organizado que, por meio de um intermediário, busca interferir diretamente nas decisões do poder público, em especial do legislativo, em favor de causas ou objetivos próprios;
  • A porta giratória, estratégia que coloca pessoas chaves de determinadas indústrias como legisladores ou reguladores para aprovar leis ou regulamentos que favorecem estas indústrias;
  • Deslocar a responsabilidade das corporações para as pessoas enfatizanado a auto-regulação ou responsabilidade pessoal.

As corporações do tabaco também produziram uma apostila chamada Ciência Ruim: Um livro de recursos para promover tópicos de conversa alinhados com seus interesses. Os tópicos incluiam:

  • Frequentemente a ciência é manipulada para favorecer uma agenda política;
  • Agências governamentais frequentemente traem a confiança da população violando os princípios da boa ciência para concretizar suas agendas políticas;
  • Nenhum departamento é mais culpado de ajustar a ciência para apoiar prescrições de políticas públicas preconcebidas do que a Agência de Proteção Ambiental.

De lá para cá, corporações nos mais variados setores passaram a adotar o Manual de Estratégias da Indústria do Tabaco em uma estratégia de marketing também chamada de ‘controle de danos’.

Como o histórico das corporações deixa claro, não existe ciência neutra. E hoje, mais frequetemente do que aceitamos adimitir, a ciência na qual nos embasamos para desenvolver nossas políticas públicas já foi corrompida por estas insitituições. De outra forma, como explicarmos que a utilização de agrotóxicos que causam câncer ainda seja legal?

As corporações petroquímicas sabiam há quase 40 anos que as emissões de gases de efeito estufa levariam ao aquecimento global e às mudanças climáticas. Ao invés de tornar público esse conhecimento, investiram mais de U$30 milhões de dólares em campanhas que negam o aquecimento global usando essas táticas.

As 10 maiores empresas que produzem agrotóxicos lucram 39.62 bilhões por ano. Desde 1980 a Monsanto (comprada pela Bayer em 2018) sabe que o herbicida RoundUp (o glifosato) causa câncer e mesmo assim vem comercializando esse produto no mundo todo. Mesmo depois de ser condenada e obrigada a pagar U$290 milhões de dólares como indenização à Dewayne Johnson, um zelador de escola de 46 anos na Califórnia que desenvolveu um câncer terminal usando seu produto, a Monsanto/Bayer. 

O RoundUp é largamente vendido para o uso com sementes transgênicas. Para garantir que os agricultores percam a soberania sobre as sementes tradicionais, essas empresas investiram milhões em planos de marketing e de recolhimento das sementes crioulas. Essa prática usurpa da agricultura familiar seu domínio secular sobre as sementes e as técnicas desenvolvidas para garantir sua subsistência e saúde. Foi assim que as corporações dos agrotóxicos e da transgenia levaram quase 300 mil agricultores indianos ao suicídio em 1995. Ainda assim, essas corporações seguem implementando as mesmas práticas no mundo todo até hoje.

A indústria dos alimentos ultraprocessados também usa essas estratégias. Em 1960 a indústria do açúcar comprou os resultados de uma pesquisa para minimizar as ligações entre a ingestão de açúcar e as doenças do coração e implicar maiores riscos pela consumo de gordura animal

Invariavelmente essas corporações também usam essas estratégias para difamar qualquer pessoa que denuncie suas práticas desonestas. Elas intimidam, ameaçam e ridicularizam essas pessoas para que a mensagem que elas trazem seja completamente desacreditada. 

Essa estratégia tem sido constantemente usada na pandemia quando, a priori, a mídia e as autoridades desvalidam qualquer questionamento sobre os protocolos adotados e a eficiência das vacinas. Rapidamente médicos, cientistas e ativistas bem embasados são colocados em um grupo estereotipado como ‘anti-vacinas’ ou ‘negacionistas’ para que suas denúncias não sejam levadas a sério pela população.

Para piorar ainda mais nossa situação, seja pela influência da mídia e a necessidade de opor os absurdos neoliberais e ideológicos do governo Bolsonaro, grande parte do campo progressista passou a fazer o mesmo.

O documentário O Mundo Segundo a Monsanto da diretora francesa Marie-Monique Robin explica bem como as corporações implementam essas práticas em seu marketing de controle de danos.

 

Qual é o mundo que queremos construir?

Precisamos ter coragem para nos posicionar! As vacinas não podem impedir a proliferação do vírus e não devem ser usadas para que voltemos ‘ao normal’.

Quando propriamente desenvolvidas, testadas e aprovadas em uma lógica transparente e sem fins lucrativos, as vacinas têm o papel de nos ajudar a proteger as pessoas mais frágeis e ganhar tempo na implementação de alternativas que revertam o colapso ecológico. Porque muito mais grave que a pandemia é a extinção em massa, são os processos de desertificação, de aquecimento global e mudanças climáticas que o ‘normal’ nos fez causar ao planeta. 

Precisamos ter coragem para aceitar que grande parte do progressismo brasileiro está falido e que precisamos protagonizar pela força do coletivo as mudanças que queremos ver no mundo!

Como explicar que o mesmo grupo que defende o ‘meu corpo, minhas regras’ quando se trata do aborto, quer submeter toda a população à vacinação compulsória e ao passaporte sanitário quando as vacinas ainda estão em fase de teste, comercializadas com acordos de sigilo, de isenção de reponsabilidade e dando mais de 100 bilhões de lucro para corporações quando tratamos da pandemia?

Como explicar que as mesmas pessoas que lutam contra os agrotóxicos e as sementes trangênicas impostos pelas corporações na agricultura, tomem sem nenhum questionamento a terapia gênica da Pfizer?

Como explicar que em pleno colapso ecológico lideranças supostamente progressistas ainda estejam defendendo a economia de crescimento? 

Como explicar a luta contra o sequestro do Estado pelo lobby das corporações dos combustíveis fósseis, do agronegócio, e das das armas, por exemplo, enquanto aceitamos o aparelhamento do mesmo Estado pelas indústrias farmacêuticas?

Claramente, esse tipo de progressismo não é o que vai nos guiar para fora do colapso ecológico e portanto para mim não tem mais utilidade como ferramenta de pensamento e ação.

A maior hipocrisia esclarecida pela análise da Doutrina do Choque é que em nenhum lugar onde ela foi utilizada para implementar a economia neoliberal as condições de vida da população melhoraram. Via de regra, a elite econômica mundial força a mão dos grandes impérios, usa de violência, desinformação e controle para concentrar renda, poder e território. 

Se em função da emergência trazida pela pandemia abrirmos mão de nosso protagonismo coletivo, de nossa liberdade e autonomia individuais, estaremos abrindo mão da possibilidade de construirmos uma utopia concreta. Viveremos em um mundo ainda mais totalitário e cada vez mais governado pelas corporações.

Por outro lado, se tivermos propostas concretas para construir o mundo que queremos e uma boa articulação, podemos aproveitar esses momentos de crise para implementar as mudanças que favoreçam a população e que tragam justiça e bem estar social e ecológico, como explica Naomi Klein.

Podemos usar esse momento para assegurarmos nossas liberdades, a pluralidade de ideias e o protagonismo coletivo. 

As pesquisas que mostram como as doenças causadas por hábitos alimentares potencializam a letalidade do coronavírus devem ser usadas por nós para viabilizar a reforma agrária, a agricultura familiar agroecológica e a soberania alimentar. 

O consenso científico que diz que o modelo industrial nos rendeu causadores das mudanças climáticas e da sexta maior extinção em massa na história do planeta deve nos levar a abandonar a economia de crescimento. Deve também, no levar a extinguir com as corporações e adotar a economia ecológica: único modelo que entende que a economia deve ser limitada pela biocapacidade dos ecossistemas nos quais se baseia e que, portanto, se viabiliza na regeneração das áreas já degradadas e na restauração da dignidade, da autonomia e do bem-viver humanos.

O momento para construirmos coletivamente uma realidade onde temos chance de futuro é agora e com base em todas essas evidências!

O exemplo de Henry David Threou, Antônio Conselheiro, Gandhi e Martin Luther King, entre tantos outros, mostra que grandes saltos na evolução da consciência e organização humanas vêm das margens, da desobediência civil, do protagonismo coletivo e da coragem de não nos calarmos diante das injustiças.

A escolha entre confiar em governos, corporações e mídia com histórico de corrupção, mentiras e centralização de poder ou nos tornarmos responsáveis pela mudança que queremos ver no mundo por meio do questionamento, da desobediência civil e da organização coletiva é que vai definir se funcionamos como espécie causadora da extinção em massa ou otimizadora da vida, da beleza e da justiça no planeta.