Sua liberdade não começa onde termina a do outro! Sua liberdade alcança e só pode ser mantida até onde vai a dos mais oprimidos na sociedade!

Em 1936 um trabalhador alemão se recusou a saudar Hitler. Ele era, supostamente, August Landmesser. August se filiou ao partido Nazista em 1931 com esperanças de conseguir um emprego. Em 1935 ele e Irma Eckler, uma mulher judia, noivaram, tiveram uma filha e ele foi expulso do partido. Em 1937 August e sua família tentaram escapar da Alemanha Nazista para Dinamarca, mas August foi acusado de “desonrar a raça”. Ainda assim o casal manteve abertamente seu relacionamento e em 1938 August foi preso e enviado para um campo de concentração. Sua esposa, Eckler, também foi presa e teve a segunda filha do casal enquanto era enviada para vários campos de concentração até que por fim foi levada para o Centro de Eutanásia de Bernburg onde foi assassinada junto com outras 14 mil pessoas.

A Dra. Julie Ponesse, professora de ética da Universidade de Huron em Ontário no Canadá conta que todo ano, ao mostrar a foto de August e perguntar se seus alunos fariam o mesmo, em torno de 80% deles dizem que sim. Mas segundo ela, as pesquisas da psicologia indicam que menos de 10% das pessoas conseguem se libertar da pressão por conformidade exercida por grandes grupos de pessoas.

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Não tem sido diferente com os povos indígenas que vêm sendo dizimados por todo o mundo. A liberdade desses povos de viver como querem, atrapalha o avanço do capital sobre a natureza! A grande maioria de nós condena e repudia esse genocídio, mas segue adormecida no que toca ações reais em defesa desses povos e focada em “vencer” na sociedade de consumo.

O maior holocausto de todos os tempos não aconteceu porque a maioria era racista. Aconteceu porque a elite financeira se beneficiava da escravidão, financiava a produção científica da época, era protegida pelo status quo e a igreja (a mídia da época) e os dissidentes ficaram submissos.

No segundo maior holocausto, mais de 6 milhões de judeus foram assassinados por Hitler. Mas isso não teria sido possível sem o silêncio do padeiro, da enfermeira, do açougueiro, da vizinha, do médico, etc. enquanto o plano nefasto se desenrolava.

A maioria das pessoas não se sente segura quando se alimenta com produtos transgênicos produzidos com agrotóxicos cancerígenos. De fato, as epidemias de doenças causadas pelos agrotóxicos e os alimentos ultraprocessados, hoje matam mais que o COVID-19. No entanto grandes somas de dinheiro passaram a ser injetadas à partir da década de 30 do século passado para garantir que as pesquisas em biologia molecular caminhassem para a transgenia, que a propaganda apresentasse esses desenvolvimentos como avanço para humanidade e que o lobby fizesse com que esses cientistas fossem laureados com o prêmio Nobel.

É por conta da maneira como Judeus foram usados como cobaias por uma ciência que beneficiava uma agenda racista e hegemônica que temos o Tratado de Nuremberg assegurando os princípios éticos da pesquisa com seres humanos.

Foi em função da promoção de uma ciência que coloca em risco a vida das pessoas, do animais e a integridade da natureza pelas farmacêuticas que a Declaração Universal Sobre Bioética e Direitos Humanos foi aprovada assegurando, entre outros direitos inalienáveis, que “qualquer intervenção médica preventiva, diagnóstica e terapêutica só deve ser realizada com o consentimento prévio, livre e esclarecido do indivíduo envolvido, baseado em informação adequada” (art. 6a da Declaração Universal sobre Bioética e Direitos Humanos).

Mas foi em nome do controle da população e do aparelhamento dos estados para favorecer corporações e seus lucros exorbitantes que muitos países aprovaram leis “emergenciais” suspendendo esses direitos humanos inalienáveis.

Quando alguém defende arbitrariedades, imposições e segregação porque não concorda com a maneira com que outras pessoas lidam com a crise atual, na verdade está enfraquecendo sua própria liberdade. O que está defendendo mesmo é o aparelhamento do estado para controlar a população, é a impunidade das farmacêuticas e o poder de um grupo muito pequeno de pessoas determinar como a grande maioria pode ou deve viver.

No contexto atual, quem apoia os passaportes sanitários, não está defendendo um pacto coletivo, está sendo conivente com a opressão de direitos humanos inalienáveis. Talvez seja por incapacidade de entender o totalitarismo que se desenrola em nome do capital. Mas vejo que para a maioria, é por achar que vale a pena ser cobaia de experimentos médicos e de controle social para “voltar ao normal”. O “normal” que dizimou negros, indígenas e judeus e dessacraliza a natureza em prol de um viver onde a liberdade é definida pela capacidade de consumo.

Um pacto coletivo que submete toda a população do planeta, inclusive crianças à partir dos dois anos de idade (como recomendam “as autoridades“) aos riscos de lesão e morte oferecidos por uma ciência fraudada como mostram as publicações do Jornal de Medicina Britânico, não é pacto, é coação!

Um pacto coletivo que submete todas as pessoas ao risco e os dissidentes à segregação enquanto lucros anuais na casa dos 450 bilhões de dólares se concentra nas mãos de meia dúzia de corporações, não é pacto coletivo é subserviência ao neoliberalismo.

Se não lutarmos para que a liberdade seja realmente de todos, estaremos deixando corporações e democracias sem representatividade definir até onde nossas liberdades alcançam. Exatamente o tipo de apatia que permite o genocídio dos povos indígenas, que permitiu a escravidão, o holocausto e o apartheid econômico que vivemos.

Lembre-se: a sua liberdade não começa onde termina a do outro. Sua liberdade alcança e só pode ser mantida até onde vai a liberdade das pessoas mais oprimidas na sociedade!

Mais do que nunca precisamos que a maioria que ao olhar para o passado acredita que agiria como August Landmesser, faça isso no presente.

Pense bem em que lado da História você quer estar!