#4 – O Zen da Agricultura Sintrópica com Sérgio Olaya

Nesse 4° episódio do Impacto Positvo nós escutamos de Sérgio Olaya como a experiência de morar em um mosteiro Zen por 5 anos e de seguir uma vida como terapeuta da Medicina Tradicional Chinesa deu a ele uma visão mais integrativa e holística da vida. Sérgio compartilha como essas experiências transbordaram para sua prática agroflorestal.

No decorrer de seus 10 anos estudando e estagiando com o Ernst Gotsch, Sérgio aos poucos foi integrando suas experiências anteriores e sua prática Budista no desenho, ensino e prática da Agricultura Sintrópica. Em parte por admirar a destreza de Ernst com a motosserra e em parte para conquistar seu lugar juntos aos camponeses que duvidavam de sua capacidade por ter vindo da cidade, Sérgio desenvolveu habilidades específicas e acabou se especializando em escalada e poda em altura com a motosserra. Ainda nesse tópico, Sérgio conversa sobre a importância dos equipamentos de proteção durante esse tipo de trabalho.

Sérgio compartilha sua preocupação com o momento atual de grande desconexão e degradação que vivemos no planeta, e convida as pessoas a agirem. Ele conta como sua vocação para o trabalho como educador e consultor começou de pequenas ações de engajamento comunitário, como implementar uma horta na casa de uma amiga, dar aulas sobre agroflorestal para crianças e ajudar os amigos a começar a plantar mais de seu próprio alimento.

Recentemente Sérgio esteve na Guatemala para um encontro sobre agroflorestas. Entre os temas estava o papel das agroflorestas na segurança alimentar dos pequenos produtores. A Guatemala é um dos países mais pobres das Américas Central e Latina e o sexto país mais pobre do mundo e Sérgio compartilha que por lá uma em cada duas crianças do país sofre de desnutrição. A boa notícia é que Sérgio confirma várias das constatações feitas pelo Dr Walter Steebock no episódio 1 do Impacto Positivo. Dentre elas as de que os pequenos agricultores que passam a adotar os Sistemas Agroflorestais rapidamente percebem que os benefícios desses sistemas ultrapassam a viabilidade financeira contribuindo para recuperação da malha sócio-cultural das comunidades e para a autoestima dos pequenos produtores.

O papel das plantas exóticas também fez parte da conversa. Sérgio se declara um apaixonado pelas ‘pragas’ como o eucalipto, a leucena e outras. Ele fala sobre a importância de preservamos o que resta da biodiversidade e alerta contra os perigos de um ambientalismo que exclui a participação dos humanos. Mais ainda, Sérgio explica que preservar o que resta da biodiversidade pode ser nossa única chance de restaurar as florestas e a saúde dos ciclos hidrológicos do planeta.

Com uma sensibilidade e uma sabedoria contextual muito relevantes à nossa época, Sérgio nos apresenta um pensamento onde as dicotomias se dissolvem… A abundância do SAF que recupera a auto-estima do produtor rural, a energia feminina que traz a tecnologia da conexão profunda corrigindo o ímpeto masculino de agir sem pensar ou mesmo de agir com base racionalista demais. A abordagem do Sérgio, com certeza, dará frutos multiplicando agrofloresteiros Zen por esse mundo afora.

Eu sigo, mais uma vez, honrado de estar em contato com as pessoas que já vivem a mudança que precisamos ver no mundo!

Se você está ouvindo esse episódio na segunda dia 16 de Abril de 2018, e gostou do trabalho do Sérgio Olaya, acesse esse link e faça sua inscrição para o webinar gratuito sobre escalada e poda em altura com o Sérgio e o Bruno Álvaro que vai acontecer na página do Impacto Positivo amanha (Terça dia 17 de Abril as 19hs).

No mais, lembro a vocês que mudança boa se faz em boa companhia! Para apoiar o Impacto Positivo, compartilhe o conteúdo nas suas redes sociais e deixe suas avaliações no iTunes ou Stitcher. Para enviar notícias de impacto positivo é só compartilhar os artigos direto em nossa página no Facebook ou enviar sua sugestão de pauta por email para info_arroba_euricovianna.com.br com o título “Sugestão de Pauta para Impacto Positivo”.

Abraço e até o próximo episódio!
Eurico Vianna.